Baixa presença marca exame de heteroidentificação do TRF4 em SC, PR e RS

A etapa presencial de heteroidentificação dos candidatos que haviam sido reprovados na avaliação por fotografia registrou elevado índice de ausência nos estados de Santa Catarina (SC), Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS). O procedimento integra o concurso público do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e tem como objetivo verificar a autodeclaração racial dos candidatos que concorrem às vagas destinadas às cotas.
De acordo com informações apuradas, um número significativo de candidatos não compareceu às sessões presenciais, comportamento que tem se tornado cada vez mais comum em etapas desse tipo. A heteroidentificação é uma fase obrigatória e eliminatória para os candidatos inscritos nas cotas raciais, e a ausência implica, automaticamente, a exclusão do candidato dessa modalidade de concorrência.
Ainda que os motivos das faltas não tenham sido oficialmente detalhados, entre as hipóteses mais comentadas estão dificuldades de deslocamento, custos de viagem, desinformação sobre a obrigatoriedade da etapa e até a desistência estratégica diante da reprovação prévia na análise por imagem.
A comissão organizadora reforçou que o procedimento segue normas estabelecidas pela legislação e por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em garantir a lisura do sistema de cotas e coibir fraudes em concursos públicos.
Especialistas avaliam que a alta taxa de ausência tende a favorecer diretamente os candidatos que permaneceram na disputa pelas cotas, já que a redução no número de concorrentes aumenta as chances de classificação e de aproveitamento nas vagas reservadas previstas no edital.
O concurso do TRF4 é considerado um dos mais disputados da região Sul, atraindo milhares de candidatos para cargos da área judiciária e administrativa.

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